[COM ENTREVISTA] Cilindro mestre de freio: quando trocar e como realizar a troca?

Entre as inúmeras peças fundamentais do sistema de frenagem de um carro, vale destacar o cilindro mestre de freio, item indispensável para garantir uma parada mais segura e confortável ao condutor ao pressionar o pedal. 

No entanto, apesar de sua importância, muitos profissionais não sabem bem a hora exata de realizar a troca e, principalmente, quais procedimentos seguir para entregar um serviço de maior qualidade ao cliente. 

Pensando justamente nisso, nós preparamos um mini guia bem detalhados sobre a realização correta da troca do cilindro mestre de freio e convidamos um especialista no assunto para dar algumas dicas essenciais: Vagner Marchiniak, Consultor de Marketing de produto na Fras-le

Vamos conferir? Então, boa leitura! 

Quais são as funções que o cilindro mestre de freio desempenha? 

Para responder a esta questão, Vagner é direto e objetivo: “O cilindro mestre de freio tem a função de gerar pressão hidráulica e distribuir para as quatro rodas do veículo.” – indica o especialista. 

Ou seja, o cilindro mestre é uma peça que transforma a pressão exercida no pedal em pressão hidráulica, alimentando o fluido no circuito conforme a força mecânica aplicada. 

Quais são os tipos mais comuns de cilindros? 

Entre os principais tipos mais comuns de cilindros mestres de freio, Vagner separa em três categorias essenciais de modelos. 

Primeiro, ele destaca o sistema mais comum em veículos antigos, que geralmente apresentam um cilindro mestre simples, ou seja, que possui apenas uma câmara ou estágio. 

Depois, ele cita o cilindro mestre duplo, este mais comum em veículos mais recentes e sem ABS. Nesse caso, como o próprio nome sugere, o sistema conta com duas câmaras ou estágios. 

Por fim, o especialista destaca o terceiro tipo mais comum de cilindro mestre: o duplo valvulado, que é presente nos veículos com sistemas de freio ABS. 

Quais são as características dessas peças? 

Tecnicamente, o cilindro mestre de freio veicular é construído com pistões em alumínio e vedação em epdm, como bem explica o nosso convidado. 

Além disso, ele ressalta que novos conceitos já são encontrados em veículos mais modernos, como é o caso de cilindros mestres feitos em alumínio, agregando assim mais leveza e durabilidade à peça. 

E como bem explicamos acima, esses pistões, independentemente do material de sua composição, são responsáveis pela geração de uma pressão hidráulica que vai fazer acionar o freio nas quatro rodas do veículo. 

Em outras palavras, quando o condutor pisa no pedal, esses pistões da câmara do cilindro pressionam o fluido, que em seguida, é distribuído por todo o sistema hidráulico do automóvel até alcanças às lonas e pastilhas nas respectivas rodas. 

De quanto em quanto tempo é indicado trocar o cilindro mestre de freio? 

Como toda manutenção veicular, apesar de existir prazos médios para trocas de determinadas peças, é fundamental avaliar caso a caso e saber diagnosticar exatamente cada necessidade. 

Sendo assim, Vagner explica da seguinte forma: 

“Sempre que for diagnosticada a perda no curso do pedal de freio, e este for constatado problema no cilindro mestre, recomenda-se a substituição do cilindro.” – explica. 

E ele dá continuidade: 

“Também é muito indicada a substituição em caso de contaminação do líquido de freio por algum derivado de petróleo” – conclui o especialista, se referindo à possíveis misturas do líquido com outros materiais, bem como óleos lubrificantes, graxa ou mesmo combustíveis. 

Quais são os riscos enfrentados se essa troca não é realizada? 

Por se tratar de uma peça fundamental no sistema de frenagem do veículo, o principal risco inerente à falta de manutenção do cilindro mestre de freio se refere a possibilidades de acidentes e de descontrole do veículo. 

“Em casos de falta de manutenção e de um bom diagnóstico de falhas no cilindro mestre de freio, o risco de uma colisão é eminente, uma vez que, com a falha do cilindro, o sistema de frenagem fica totalmente comprometido” – destaca Vagner Marchiniak. 

Como identificar o momento da troca? 

Bem como destacamos mais acima, o prazo adequado para a troca do cilindro mestre de freio de um carro vai depender de uma série de fatores, tal como a maneira de condução do carro, tempo de uso, condições do veículo e assim por diante. 

Tendo em vista tudo isso, reforçamos o papel imprescindível da análise técnica do profissional responsável pela manutenção, sabendo identificar e diagnosticar os possíveis problemas. 

E para isso, Vagner destaca os sintomas mais comuns nesses casos: 

“Os diagnósticos mais comuns podem ser feitos a partir da análise de determinados sintomas, tais como: Pedal de freio perdendo o curso ao acionar o freio ou com um nível muito baixo.” – reforça o consultor da Fras-le. 

Quais são os cuidados a serem tomados para aumentar a vida útil da peça? 

Aproveitando o gancho da questão acima, Vagner vai direto aos pontos essenciais que todo mecânico deve levar em consideração ao realizar um diagnóstico de troca do cilindro mestre de freio de um carro. 

Ele explica: 

“O profissional deve sempre observar a troca periódica do líquido de freio. Além disso, não realizar adequadamente essa manutenção, pode causar a contaminação de todo sistema e oxidação nos componentes do sistema de freio.” – conclui. 

Quais práticas podem piorar a vida útil da peça? 

Em relação a um erro muito comum realizado nas oficinas referente a este tipo de manutenção, tem a ver com a troca parcial do fluido. 

Por isso, Vagner explica que o mais recomendado é sempre a substituição completa do líquido, justamente para garantir melhor desempenho e evitar contaminações e misturas, que podem comprometer a eficiência do sistema e até gerar outros problemas ao carro. 

Qual é o passo a passo em como é feita a troca do cilindro? 

Agora, partindo para as dicas mais técnicas e que devem ser seguidas pelos profissionais responsáveis por esse tipo de manutenção em sua oficina, Vagner destaca os 3 passos essenciais para a realização desse serviço. 

Confira! 

●       Desacoplar o cilindro das tubulações e do servo freio, utilizando chave específica; 

●       Remover reservatório, executar limpeza no mesmo. Acoplar reservatório no novo cilindro (na ausência de equipamento de sangria, recomenda-se o carregamento e sangria do cilindro mestre em bancada, levando até o veículo o cilindro carregado de líquido); 

●       Acoplar ao servo freio e tubulações, após executar processo de sangria nas 4 rodas do veículo. 

Em resumo, esse é um pequeno apanhado de dicas e informações úteis sobre o cilindro mestre de freio veículo e como tal peça é fundamental para uma boa condução, garantindo o funcionamento adequado do sistema de frenagem e, claro, agregando mais segurança e conforto aos condutores. 

Curtiu? Quer saber mais e onde encontrar tudo para sistemas de freio para a sua oficina? Então, acesse o site da Fremax e confira o nosso catálogo. 

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